O sequestro de carbono em sistema de produção sob plantio direto foi tema de um debate ocorrido nesta terça-feira (24), durante a 15a. Edição da Fenicafé, que acontece até o dia 26 de março em Araguari, no Triangulo Mineiro. A palestra foi coordenada pelo Professor Dr. João Carlos Moraes Sá, da Universidade Estadual de Ponta. O conceito de seqüestro de carbono foi consagrado pela Conferência de Kyoto, em 1997, com a finalidade de conter e reverter o acúmulo de CO2 na atmosfera, visando a diminuição do efeito estufa.
Para Sá, a conservação de estoques de carbono nos solos, florestas e outros tipos de vegetação; a preservação de florestas nativas; a implantação de florestas e sistemas agroflorestais e a recuperação de áreas degradadas são algumas das ações que contribuem para a redução da concentração do CO2 na atmosfera. “Os resultados do efeito Seqüestro de Carbono podem ser quantificados através da estimativa da biomassa da planta acima e abaixo do solo, do cálculo de carbono estocado nos produtos madeireiros e pela quantidade de CO2 absorvido no processo de fotossíntese”, observa. Para exemplificar o processo, o professor traçou cinco cenários. Ele argumentou que desde 1990 a área de lavouras cultivadas sob a sistema de plantio direto (PD) aumentou de aproximadamente 1Mha aos atuais 10 M ha. Eles também consideram ser inquestionável que esse modelo gere grandes benefícios em termos da proteção do solo, com a redução da erosão e a preservação da sua fertilidade. Segundo Sá, a chave do sucesso do plantio direto está na capacidade de desenvolver um sistema de produção com base na produção de carbono. “Existe um consenso que solos sob PD acumulam mais matéria orgânica (C) do que solos sob o plantio convencional (PC). Com a continuação da expansão da área sob esse sistema de manejo, é grande a possibilidade de que esta acumulação do C, derivado do CO2 da atmosfera, possa representar uma contribuição significativa no seqüestro de gases de efeito estufa no Brasil. Isso geraria um grande impacto no inventário destes gases”, afirma, dizendo que “conhecimentos nos temos, o que falta agora é treinamento para a classe agronômica e um suporte adequado para o produtor rural”, finaliza.
A feira, que segue até sexta-feira (26), no Pica-Pau Country Clube. A feira é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br.
quarta-feira, 24 de março de 2010
As perspectivas da Agricultura no Brasil e no mundo são discutidas durante a FeniCafé

Antônio Carlos Ortiz, do Head of Rural Banking – Rabobank, traçou um panorama sobre o mercado agrícola no país e no mundo
Segundo Antônio Carlos Ortiz, do Head of Rural Banking – Rabobank, o agronegócio brasileiro iniciou 2010 com boas perspectivas de recuperação. Nada de crescimento bombástico, mas pelo menos algo capaz de devolver aos principais segmentos do campo a tendência ascendente observada do início da década até 2008, apesar de tropeços em 2005 e 2006.
Estudo do Rabobank corrobora a tese. De oito importantes cadeias produtivas analisadas pelo banco de origem holandesa com forte atuação na área rural, a da soja é a que aparece com mais riscos. Para cana (açúcar e álcool), café, algodão, milho e carnes (bovina, suína e de frango), o horizonte é mais promissor, pelo menos a partir da análise dos fundamentos de oferta e demanda de cada segmento. O tema foi debatido durante a 15a. Edição da Fenicafé, que acontece até o dia 26 de março em Araguari, no Triangulo Mineiro, quando Antônio Carlos Ortiz, abordou o tema “As perspectivas da Agricultura no Brasil e no mundo”.
O trabalho do banco pondera que nem só desses fundamentos vivem os mercados, mas pelo lado das decisões de investimentos derivadas de condições macroeconômicas o cenário é positivo. O Rabobank lembra que o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta "leve retomada" do crescimento econômico mundial em 2010, puxada pelos países em desenvolvimento, e que no Brasil, um dos motores emergentes, o terreno é firme. A ressalva é o câmbio, já que a expectativa é que o real continue forte, afetando as exportações.
Principal foco de reclamações da ala exportadora do agronegócio em 2009, a erosão do dólar já é, desde as primeiras estimativas para 2010, a principal vilã do ano novo, ainda que tenha sido vital para a sustentação das cotações internacionais das commodities em 2009. Como não há sinais de mudanças cambiais profundas antes do segundo semestre, é de se esperar que esse fator de suporte perdure.
No caso da soja, que puxa a renda bruta das lavouras do país e as exportações nacionais do agronegócio, o temor decorre da grande possibilidade de queda de preços internacionais dada a gorda oferta global projetada. “A relação estoque/consumo aumentou bastante, o que deve continuar trazendo pressão para os preços internacionais”, afirma Ortiz.
Para o milho, o Rabobank afirma que a redução dos estoques globais e a relação estoque devem manter os preços elevados no mercado internacional. Já no Brasil, apesar de fundamentos mais positivos, recuperação dos preços deve ocorrer somente a partir do 2º semestre. No exterior, o quadro de oferta e demanda é menos confortável que o da soja, cujos estoques globais tendem a aumentar.
Para o café, apesar das perspectivas de queda de preços no exterior e no país, já que a oferta deverá crescer mais do que a demanda, a redução dos custos deverá preservar as margens. Mas não há espaço para ganhos significativos, conforme o estudo do Rabobank. Diferente é a expectativa para o algodão, cujos excedentes tendem a cair. Porém, estima-se que a área mundial deverá aumentar em 1,65 milhões de hectares em 2010/11.
. Ortiz considera que o déficit global de açúcar derivado da escassez indiana seguirá a sustentar os preços internacionais e a demanda pelo produto brasileiro pelo menos por mais quatro meses, quando começa a entrar a safra de cana do Centro-Sul do Brasil. E para o etanol as boas vendas de veículos flex
A feira, que segue até sexta-feira (26), no Pica-Pau Country Clube. A feira é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br. Com informações do Rabodobank.
Palestras da Fenicafé são transmitidas ao vivo via Internet
A 15a. Edição Fenicafé, Feira de Irrigação de Café do Cerrado, que acontece de 24 a 26 de março em Araguari, no Triangulo Mineiro, pode ser acompanhada ao vivo, em tempo real, pela internet. Essa é uma das novidades, implantadas em 2010 pela Associação dos Agricultores de Araguari (ACA), entidade organizadora do evento. As palestras estão disponíveis no site http://www.ustream.tv/channel/fenicafe. Segundo Nivaldo Ribeiro de Souza, presidente da ACA, a transmissão das palestras é uma oportunidade para as pessoas, que não podem vir a Araguari, acompanharem os temas debatidos no encontro. “Através desta ferramenta, pessoas que estão do outro lado do mundo ficam por dentro de tudo que acontece na Feira e isso é muito amplo, divulga ainda mais o evento”, destaca.
A feira, que segue até sexta-feira (26), no Pica-Pau Country Clube, congrega simultaneamente mais dois eventos: o XIV Encontro Nacional de Cafeicultura do Cerrado e o XI Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada.
Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.fenicafe.com.br
A feira é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br.
A feira, que segue até sexta-feira (26), no Pica-Pau Country Clube, congrega simultaneamente mais dois eventos: o XIV Encontro Nacional de Cafeicultura do Cerrado e o XI Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada.
Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.fenicafe.com.br
A feira é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br.
“O cafeicultor tem apanhado e vai continuar apanhando”, afirma ex-ministro

Para Alysson Paulinelli, o maior desafio do agronegócio refere-se à organização
“O Brasil não tem política pública nem de produção e muito menos de comercialização, afirma o ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli, que esteve na abertura da 15ª. Feira de Irrigação em Café do Cerrado, a Fenicafé 2010, em Araguari, no Triangulo Mineiro, nesta terça-feira (24). Segundo Paulinelli, o café está a praticamente sete anos em crise. “Trata-se de uma cultura híbrida. Se há excesso de oferta, o preço cai e se há escassez do produto o preço tende a subir. Nossa grande preocupação é que o setor permanece há sete anos em um aperto sem precedentes. O produtor está descapitalizado e os tradicionais produtores estão deixando a atividade”, afirma, dizendo que o café hoje, não é aquele que gerou a grande economia brasileira no século anterior. “Foi ele quem fez a industria do país, mas foi cedendo espaço”, adianta. “O Brasil que chegou a ter 60% do mercado internacional, hoje tem menos de 20%. Nos fomos perdendo porque não soubemos organizar. Os produtores estão em dificuldade, endividados, por pegarem emprestado um dinheiro que era deles mesmo, que são os recursos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Brasileira)”, informa.
Paulinelli disse que a situação do setor é muito ruim, não só sob o ponto de vista só econômico, porque o cafe ainda é um importante produto na nossa pauta de exportação, mas principalmente sob o ponto de vista social, porque é uma cultura que gera grande quantidade de emprego no Brasil. “Estamos sentindo que a agricultura vem sofrendo. Em 1972, eu plantei o primeiro pé de café aqui no cerrado. Essa cafeicultura irrigada do cerrado mineiro tem suportado essa crise razoavelmente, mas a grande cafeicultura brasileira está sofrendo muito. O movimento cíclico que girava em torno de quatro a cinco anos já ultrapassou a série e o agricultor continua sofrendo penosamente e isso tem que mudar, para isso recomendo a organização”
Viana propõe a retirada de 10 milhões de sacas de café do mercado
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Para o secretário de Agricultura do Estado de Minas, Gilman Viana, essa retirada é necessária para que o mercado não fique ofertado e quando demandar, certamente haverá recuperação de preços e um aumento da renda do produtor
Durante a abertura da 15ª. Feira de Irrigação em Café do Cerrado, a Fenicafé 2010, o secretário da Agricultura do Estado de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues, afirmou que o setor cafeeiro precisa urgente de políticas estratégicas eficientes. “E que política é essa. É necessário o equilíbrio da oferta e da procura, para isso é necessário que se faça à retirada de produtos do mercado e faça uma melhor política de estocagem. Não devemos ficar focados somente no custo e no valor da saca do produto, mas sim em todo contexto geral do setor”, destaca, dizendo que o mercado o mercado não suporta trabalhar com excesso de produto sem baixar o preço. “A minha proposta é que se retire 10 milhões de sacas da produção brasileira para o mercado não ficar ofertado e quando demandar, certamente haverá recuperação de preços e um aumento da renda do produtor”, afirma.
Rodrigues também destacou a importância da Fenicafé. “O mais difícil é organizar um bom evento com conteúdo cultural, tecnológico adequado. A Fenicafé também tem o viés político para não podemos ficar indiferentes ao mundo. A Feira de Araguari já tem uma história que a consolida e por isso atrai muitos visitantes. Não são pessoas da região que estão presentes a Feira; o Estado está aqui; o País está aqui. Porque ela tem uma fotografia que agrada a todos vem”, completa
A feira, que segue até sexta-feira (26), no Pica-Pau Country Clube, congrega simultaneamente mais dois eventos: o XIV Encontro Nacional de Cafeicultura do Cerrado e o XI Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada.
Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.fenicafe.com.br
A feira é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br.
Autoridades participam da solenidade de abertura da FeniCafé
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Nilvado Ribeiro, presidente da ACA, Lucas Tadeu Ferreira, do Decaf (Departamento de Café do Mapa), José Geraldo Eugênio, secretário executivo da Embrapa, Mirian Terezinha, gerente adjunta da Embrapa Café, Dr. Ricardo , diretor executivo do Banco do Brasil, Gilman Viana, secretário de Agricultura do Estado de Minas Gerais, o deputado federal Silas Brasileiro, o deputado José Fernando de Oliveira, Gulherme Braga do Cecafé, João Roberto Puliti, diretor da Faemg, Francisco Sérgio de Assis, presidente da Federação do Café do Cerrado, deputado Marcos Pontes, Major Ailton Donizete de Souza, Túlio Rodrigues de Souza, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Carlos Aberto Paulino, da Coouxupé, Eunice Mendes, presidente da Camara de vereadores de Araguari, prefeito de Araguari, Marcos Coelho, Alysson Paulinele, ex-ministro da Agricultura, Coronel André Luiz Stangl Risse, comandante do 10º. Batalhão de Engenharia de Construção do Exército Brasileiro
Foi aberta oficialmente nesta quarta-feira(24), em Araguari, no Triângulo Mineiro, a 15ª. Feira de Irrigação em Café do Cerrado, a Fenicafé 2010. O evento, que segue até sexta-feira (26), no Pica-Pau Country Clube, congrega simultaneamente mais dois eventos: o XIV Encontro Nacional de Cafeicultura do Cerrado e o XI Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada. Na programação, palestras com foco voltado para a cafeicultura irrigada e para a crise que assola a cafeicultura brasileira. Paralelamente ao evento, está sendo realizada uma mega exposição, que abriga 60 expositores, 38 internos e 22 externos, onde serão disponibilizadas as novidades em produtos e serviços voltados para o setor.
Promovido pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) - Café do Cerrado Brasil, a Fenicafé conta com o apoio da Embrapa/Café - Prefeitura Municipal de Araguari e Sebrae/MG.
Autoridades nacionais, relacionadas ao setor cafeeiro, participaram da abertura, dentre elas destaca-se, Nilvado Ribeiro, presidente da ACA, Lucas Tadeu Ferreira, do Decaf (Departamento de Café do Mapa), José Geraldo Eugênio, secretário executivo da Embrapa, Mirian Terezinha, gerente adjunta da Embrapa Café, Dr. Ricardo , diretor executivo do Banco do Brasil, Gilman Viana, secretário de Agricultura do Estado de Minas Gerais, o deputado federal Silas Brasileiro, o deputado José Fernando de Oliveira, Gulherme Braga do Cecafé, João Roberto Puliti, diretor da Faemg, Francisco Sérgio de Assis, presidente da Federação do Café do Cerrado, deputado Marcos Pontes, Major Ailton Donizete de Souza, Túlio Rodrigues de Souza, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Carlos Aberto Paulino, da Coouxupé, Eunice Mendes, presidente da Camara de vereadores de Araguari, prefeito de Araguari, Marcos Coelho, Alysson Paulinele, ex-ministro da Agricultura, Coronel André Luiz Stangl Risse, comandante do 10º. Batalhão de Engenharia de Construção do Exército Brasileiro, entre outros.
Após o desenlace da faixa, que simbolicamente marcou a abertura para a visitação de mais uma edição da Feira, a comitiva de autoridades visitou toda extensão do evento e passou estande por estande.
No discurso de abertura da solenidade, entre homenagens e agradecimentos, o presidente da ACA, Nivaldo Ribeiro de Souza, destacou o desenvolvimento da Fenicafé ao longo destes 15 anos. “A Fenicafé cresce a cada ano e a sua realização é de importância fundamental para a cafeicultura brasileira”. “Poucas regiões produzem café irrigado. E essa irrigação promoveu, ao longo dos anos, a busca de alternativas por parte dos produtores e do aumento da produtividade. Isso faz com que pessoas de várias regiões venham conhecer os sistemas de irrigação e as técnicas que estão sendo agregadas”, completa.
Mais uma vez foi falado em união do setor. Segundo Souza, a cafeicutura deve se organizar levando propostas de políticas agrícolas que condiza com a realidade do setor. “Que nos próximos eventos estamos discutidos não a prorrogação de dívidas, mas técnicas que difundem novas tecnologias e aumente a renda para o produtor”, salienta.
O Fenicafé acontece de 24 a 26 de março no Pica-pau Country Clube, em Araguari. Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.fenicafe.com.br
A feira é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br
Autoridades defendem política inteligente para o setor cafeeiro
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Durante a abertura da FeniCafé, diretor do Decaf anunciou liberação de recursos para as tradicionais linhas de crédito da cafeicultura
A situação do café no Brasil e no mundo é o principal assunto em discussão na 15ª. Feira de Irrigação em Café do Cerrado, a Fenicafé 2010. A feira, que segue até sexta-feira (26), no Pica-Pau Country Clube, congrega simultaneamente mais dois eventos: o XIV Encontro Nacional de Cafeicultura do Cerrado e o XI Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada.
Para o presidente da Federação do Café do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis, o café precisa urgente de uma política mais inteligente. “A cafeicultura é um setor muito grande, mas sem uma política de representatividade nada se faz. Devemos pensar em planejamento estratégico. Muitos outros setores já se organizaram e conseguiram bons resultados. O Brasil é o maior produtor de grãos do mundo e com certeza será o maior consumidor, portanto precisamos usar a força do setor que emprega oito milhões de pessoas no país”, destaca.
O diretor do Departamento do Café (Decaf) do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA), Lucas Tadeu Ferreira, que esteve em Araguari representando o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, defendeu a agricultura. Segundo ele, o executivo age dentro da legislação existente e o que falta são medidas jurídicas em apoio a agricultura. “Muitas ações estão fora à alçada do ministério e cumprimos o que está no regulamento”, afirma.
Lucas Ferreira anunciou durante a abertura da Feira, a liberação de R$ 2.088 milhões para as tradicionais linhas de crédito da cafeicultura (custeio, colheita e comercialização).
Ricardo Bissant, diretor executivo do Banco do Brasil, também esteve na abertura da Fenicafé e também destacou a união do setor. “O Banco do Brasil sempre esteve e sempre estará à disposição do setor cafeeiro. Queremos é que o agronegócio café avance e que todo resto do mundo tenha o Brasil como referencia no setor”, salienta.
Já para o secretário executivo da Embrapa Café, José Geraldo Eugênio, o café tem tradição, portanto é necessária uma política também de ciência e tecnologia. “Precisamos criar uma estrutura de pesquisa para deixarmos de ser simplesmente vendedores de grãos e passarmos para um país com uma commoditie sustentável”, declara.
O Fenicafé acontece de 24 a 26 de março no Pica-pau Country Clube, em Araguari. Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.fenicafe.com.br
A feira é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br
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